O menino não aceitou o pão com manteiga oferecido pela mãe. Recusou o sapato que o pai queria comprar. Deu birras e foi atendido no que quis.Na escola, a professora lhe ordenou assentar-se em cadeira à frente dela. Ele despistou e foi para a parte detrás dos demais alunos.
Entrou numa confusão de rua e mandaram-no calar a boca. Não atendeu e foi socado gravemente; pontos foram costurados em sua face.
A idade adulta viria com o tempo, claro! O menino birrento não se habituou a conviver pacificamente com a sociedade. Queria ser atendido em tudo.
A sua petulância era tal que passava o sinal vermelho, buzinava diante dos hospitais e seu som automotivo incomodava meio mundo à noite.
Ainda assim, existem os ‘entendidos’ que insistem em proclamar a autonomia infantil. Proíbem a correção dentro do bom senso. O mundo vai se tornando mais anarquizado.
Foi detido por ter atirado em alguém que ficou ferido. Disse não aceitar as algemas, não querer entrar no camburão, não prestar depoimento perante a autoridade competente. Teve de fazer tudo isso ‘educadamente’.
Atender os caprichos das pessoas, seja em que idade for ou no nível que for, é estragá-las. Há de estabelecer limites e ensinar as regras a todos. Todos devem aprender o sentido das palavras sim e não.
Condenado, o ‘moço cheio de si’ não queria entrar no cárcere, mas foi ali encerrado contra sua vontade. Não era a mamãezinha oferecendo chazinho, mas a autoridade ordenando o cumprimento da sentença.
Assim é a vida. Nunca se deve ofender ou constranger nenhuma criança ou aprendiz, nem tampouco agredir suas integridades físicas; mas deixá-los à solta é encher a terra de vadios.
Correção já! “Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele”.
A indisciplina é a metamorfose dos inocentes em bárbaros; é a volta do homem moderno ao mundo primitivo.
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