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JESUS SEMPRE EXISTIU?

Sempre existiu. Como se lê em João, capítulo primeiro: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus... o Verbo se fez carne e habitou entre nós". Logo, o Verbo, JESUS, no princípio estava com Deus e era Deus. Então, Deus se fez homem e viveu como homem em nosso meio. JESUS sabia que havia saído de Deus e ia para Deus (Jo 13.3). O próprio Jesus afirmou que voltaria para o Pai e prepararia nosso lugar nos céus (Jo 14.2-4)

"Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu. O principado está sobre os seus ombros, e o seu nome será: MARAVILHOSO, CONSELHEIRO, DEUS FORTE, PAI DA ETERNIDADE, PRÍNCIPE DA PAZ". Isaías 9.6. Uma das mais objetivas afirmações sobre a eternidade de Jesus está em Isaías 9.6:

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Jesus Cristo o Santo dos Santos

Embora Jesus esteja à disposição de todos, oferecendo cura, perdão e salvação, muitos preferem invocar, cultuar e adorar os santos. Assim fazendo, estão rejeitando a Jesus, o Santo dos santos, não O aceitando como Senhor e Salvador. Estão recusando o convite do Senhor Jesus: “VINDE A MIM TODOS VÓS...”. Ou certamente não crêem que Ele tenha poderes para resolver nossos problemas. Ou, talvez, que Deus seja incapaz de ouvir nossas súplicas. Há os que seguem o caminho das ciências ocultas, do espiritismo, do esoterismo, da teosofia, dos orixás, dos búzios, dos tarôs, dos cristais, da cartomancia, da numerologia, da astrologia, e de tantas outras armadilhas satânicas. E há, ainda, os que seguem os dois caminhos ao mesmo tempo: o dos santos bíblicos e o do ocultismo. Ora, Jesus afirmou que O CAMINHO era Ele. Não há vários caminhos pelos quais o homem possa chegar-se a Deus. No decorrer deste estudo, desejo provar, com respaldo nas Sagradas Escrituras, que os caminhos acima citados são caminhos que não levam a nada. Aliás, levam a alguma coisa: à morte eterna.
Se você, caro leitor, deseja realmente conhecer um pouco mais do mundo espiritual e da Palavra de Deus, preste muita atenção ao assunto aqui tratado. Apresentarei dez razões para não adorarmos os santos e a eles não recorrermos para o atendimento de nossas necessidades materiais ou espirituais.

PRIMEIRA RAZÃO

Os santos falecidos não estão em todos os lugares ao mesmo tempo. Deus possui atributos que são incomunicáveis, absolutos e intransferíveis, tais como a Sua onisciência, onipresença, onipotência, infinitude e imutabilidade. Logo, a ONIPRESENÇA, isto é, a capacidade de estar em todos os lugares ao mesmo tempo, é um atributo inerente somente a Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo. 0s mortos não possuem esse atributo. Portanto, um santo não pode ouvir o clamor nem o louvor de devotos residentes em cidades ou locais diversos. Exemplo de um pedido feito a São José por um devoto residente em Fortaleza, e outro pedido a ele dirigido por um devoto residente em Natal.

0s santos estão no Paraíso, na paz de Cristo, e aguardam a segunda vinda de Jesus para ressuscitarem num corpo celestial. Milhões de santos estão aguardando esse grande evento – o retorno do nosso Salvador -, ocasião em que os vivos serão arrebatados e os mortos ressuscitarão (1 Ts 4.16-17). Então, se os espíritos dos santos bíblicos não estão em todos os lugares ao mesmo tempo, logicamente eles não ouvem aqueles que os buscam. E se não os ouvem, não os atendem. E ainda que ouvissem, não atenderiam, porque o único Mediador entre Deus e os homens é Jesus como veremos a seguir ( 2 Co 5.8; Fp 1.23; Lc 23.43). O atributo da onipresença está diretamente relacionado ao atributo da onisciência, por óbvias razões: somente sabe todas as coisas quem está em todos os lugares. Muitas pessoas ainda não despertaram para essa verdade, e crêem que os santos mortos possuem os mesmos poderes da Divindade.

SEGUNDA RAZÃO

Jesus Cristo é o único Mediador/Intercessor/Advogado, o único caminho que conduz o homem a Deus. Esta afirmação está bem clara na Bíblia:

“HÁ UM SÓ MEDIADOR ENTRE DEUS E OS HOMENS, JESUS CRISTO, HOMEM” (1 Tm 2.5). “E SE ALGUÉM PECAR, TEMOS UM ADVOGADO PARA COM O PAI, JESUS CRISTO, O JUSTO” (1 Jo 2.1). “PORTANTO, PODE TAMBÉM SALVAR PERFEITAMENTE OS QUE POR ELE SE CHEGAM A DEUS, VIVENDO SEMPRE PARA INTERCEDER POR ELES” (Hb 7.25).

O próprio Jesus afirma: " EU SOU O CAMINHO... NINGUÉM VEM AO PAI SENÃO POR MIM" (Jo 14.6). Não há, portanto, nenhuma sombra de dúvida de que orar aos mortos é “chover no molhado”, é tempo perdido. É a oração da mentira. Se Deus está dizendo na Sua Palavra que Jesus é o intercessor, o advogado e o mediador, e se o próprio Jesus ensinou a orar ao Pai EM SEU NOME, então devemos proceder de acordo com a Palavra. Vejamos: “E TUDO QUANTO PEDIRES EM MEU NOME, EU O FAREI, PARA QUE O PAI SEJA GLORIFICADO NO FILHO” (Jo 14.13). E em João 15.16 Jesus confirma: ... “a fim de que tudo quanto EM MEU NOME pedirdes ao Pai ele vos conceda”. Devemos, portanto orar de acordo com a Palavra, agir de acordo com a Palavra. Não vale o que aprendemos durante muitos anos. Não valem a tradição, os costumes, os hábitos. A palavra de Deus está acima da tradição, dos hábitos, dos costumes. Devemos nos adaptar à palavra de Deus, e não tentarmos adaptar a Palavra aos nossos hábitos, ao que consideramos correto, ao que aprendemos de nossos avós.

Sei da dificuldade de muitos em apagar de uma hora para outra um aprendizado que vem sendo repassado de pai para filho, por muitos séculos. Sei que muitas dúvidas e perguntas surgirão no decorrer da leitura deste estudo. Não desejo responder a todas, nem ser o dono da verdade. Mas posso garantir, com absoluta segurança, que Jesus é a verdade, e as Sagradas Escrituras são a expressão da verdade. Não creiam em mim, nas minhas palavras, nas minhas idéias, nos meus conceitos. Creiam no que a Bíblia fala. Reflitam sobre o que Deus fala. Deus fala aos homens por diversas formas, mas principalmente fala através da Bíblia. É na Bíblia que vamos encontrar o caminho correto, o conselho sábio, a devida orientação para um viver em paz. Vejamos:

“Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente preparado para toda boa obra” (2 Timóteo 3.16).

A própria Bíblia responde aos incrédulos que duvidam de sua autenticidade. A Bíblia é a única regra de fé e prática do cristão. É a nossa bússola. Em nenhum outro livro encontraremos palavras de vida eterna. Jesus defendeu as Escrituras: “ERRAIS, NÃO CONHECENDO AS ESCRITURAS, NEM O PODER DE DEUS” (Mateus 22.29). Os que se dirigem aos santos falecidos, para deles receberem bênçãos, são os destinatários dessa mensagem de Jesus.

TERCEIRA RAZÃO

Os poderes que Jesus outorgou à Sua Igreja alcançam somente os santos vivos. Analisemos:

“E estes sinais seguirão aos que crerem: EM MEU NOME, expulsarão demônios, falarão novas línguas... e imporão as mãos sobre os enfermos e os curarão (Mc 16.17-18). Jesus falou a homens, aos apóstolos. É uma procuração outorgando poderes não só àqueles ali presentes, mas a todos os que crerem: “Estes sinais seguirão aos que crerem...”. Os poderes foram outorgados à igreja visível, ao corpo de Cristo. Não o foram à Igreja invisível, aos santos que dormem. 0s santos fizeram sua parte quando estavam na Terra: falaram novas línguas, profetizaram, expulsaram demônios e curaram enfermos.

Então, devemos orar uns pelos outros. A oração dos santos “vivos”, pelos santos "vivos” ou dos santos "vivos” pelos vivos não santos. “Está alguém dentre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor; e a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados... a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos”. (Tg 5.14-16). Nada acontece se tentarmos expulsar um demônio de uma pessoa possessa ou curarmos um enfermo em nome de algum santo, quer sejam São José, São Pedro, São Paulo, Santo Abraão ou Santa Maria. Por quê? Porque Jesus disse que essas coisas só aconteceriam se fossem praticadas EM SEU NOME. Ele afirmou: “É-ME DADO TODO O PODER NO CÉU E NA TERRA” (Mt 28.18). Só transfere poder AQUELE que tem poder. Não levamos para o túmulo os poderes recebidos do Senhor Jesus. Os poderes registrados em Marcos 16.16-18 são para uso aqui na Terra. A pergunta que se faz é a seguinte: os santos falecidos possuem poderes para operarem milagres, intercederem pelos vivos, e perdoarem pecados? A resposta é não: não operam, não intercedem, não perdoam. A Bíblia não atribui tais poderes aos santos falecidos. Quem opera maravilhas é o Senhor nosso Deus. Quem perdoa pecados é o Senhor nosso Deus. E o nosso Advogado e Mediador é o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. E a Santa Maria não tem poderes? Não. Por ter sido instrumento nas mãos de Deus para que o Verbo habitasse entre os homens, não adquiriu Maria poderes sobrenaturais, nem em vida, nem na morte. No estudo “A VERDADE SOBRE MARIA”, analiso um por um os títulos a ela atribuídos (Mãe de Deus, Imaculada, Sempre Virgem, Advogada, Mediadora) à luz da palavra de Deus. Da mesma forma, os demais santos, bíblicos ou não, não são revestidos de poderes especiais para resolverem os problemas dos vivos: Moisés, Noé, Elias, João Batista, Paulo, Mateus, e tantos outros.

QUARTA RAZÃO

0s santos vivos ou mortos não aceitam adoração. Eles sabem que a nossa adoração, nosso louvor e nossas súplicas devem ser dirigidos somente a Deus, centralizados exclusivamente em Deus. “AO SENHOR TEU DEUS ADORARÁS, E SÓ A ELE SERVIRÁS” (Mt 4.10). 0 Primeiro Mandamento diz: “NÃO TERÁS OUTROS DEUSES DIANTE DE MIM” (Êx 20.3).

Quando o apóstolo João tentou adorar o anjo do Senhor, durante as revelações apocalípticas, foi repreendido: "Então me lancei a seus pés para adorá-lo, mas ele me disse: Olha, não faças isso. Sou conservo teu e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus. ADORA A DEUS...” (Ap 19.10). Somente as ovelhas perdidas, ovelhas sem pastor, adoram imagens de barro, espíritos, anjos, duendes, gnomos. “DEUS É ESPÍRITO, E IMPORTA QUE OS QUE O ADORAM O ADOREM EM ESPÍRITO E EM VERDADE” ( Jo 4.24 ). Afirmarmos que somos de Jesus, que somos cristãos, sem, contudo, vivermos segundo a palavra de Deus, significa mentirmos a nos mesmos e ao Criador. É bom estarmos conscientes de que a Deus não se engana. Deus ausculta o coração e lê o pensamento. Adorar a Deus em espírito significa adorá-lO num nível espiritual elevado, como parte de uma vida a Ele consagrada e guiada pelo Espírito Santo. Adorá-lO em verdade, isto é, verdadeiramente, mediante o exemplo de uma vida cristã. Em termos de adoração Deus é exclusivista: “Tua é, Senhor, a magnificência, e o poder, e a honra, e a vitória, e a majestade, pois teu é tudo que há nos céus e na terra.”(1 Cr 29.11). “Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a Ele servirás” (Mt 4.10). Note bem: só a Ele, e a mais ninguém. A Ele, exclusivamente a Ele, serviremos com nosso louvor, nossa adoração, nossa fé, nosso trabalho em prol de Sua obra, nossa obediência, nosso exemplo. Diante de mandamentos tão explícitos, como podemos adorar a Deus e aos santos? O exemplo dos santos que dormem deve ser lembrado para enriquecimento de nossa vida espiritual, porque são exemplos de fé, de amor e obediência a Deus. Santos e anjos são criaturas de Deus. Não devemos, pois, adorar a criatura em lugar do Criador. “ADORAI AO SENHOR NA BELEZA DA SUA SANTIDADE; TREMEI DIANTE DELE TODOS OS MORADORES DA TERRA” (Sl 96.9).

QUINTA RAZÃO

Invocar ou consultar os mortos é prática condenada por Deus. A Palavra de Deus nos ensina que os mortos não se envolvem em nada na Terra. Do relato bíblico do RICO e LÁZARO deduz-se que o santo Lázaro não teve permissão para visitar os familiares do Rico. Da mesma forma o rico, que estava em tormentos não porque era rico mas por causa de seus pecados não pôde auxiliar seus familiares. O diálogo entre o rico e Abraão foi assim:

RICO - “Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes (mande Lázaro) à casa de meu pai, pois tenho cinco irmãos, para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para este lugar de tormento”.

ABRAÃO: “Eles têm Moisés e os Profetas. Ouçam-nos.”

RICO: "Não , Abraão , meu pai; mas se algum dos mortos fosse ter com eles, arrepender-se-iam”.

ABRAÃO “Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco acreditarão, ainda que algum dos mortos ressuscite”.(Lc 16.19.31).

Então, aqueles espíritos, um salvo e outro condenado, um justo e outro ímpio, um santo e outro não santo, não tiveram como ajudar os vivos. O próprio Santo Abraão – como se vê nesse diálogo – viu-se sem condições de atender ao pedido do rico. Se o Santo Abraão fosse revestido de poder do alto, e tivesse permissão de fazer alguma coisa pelos familiares do rico, é claro que faria isso. De igual modo Lázaro estaria disposto a ajudar os vivos, a levar uma palavra de conforto, de esclarecimento da palavra de Deus. Mas o que aconteceu foi uma resposta negativa da parte do Santo Abraão. Ele disse ao rico que os que estão no Paraíso não podem se comunicar com os que estão na Terra. O Santo Abraão alegou que os vivos possuem a palavra de Deus, a palavra escrita (“Moisés e os Profetas”), o que hoje conhecemos com o nome de Bíblia Sagrada. Note-se que o Santo Abraão, no versículo 31, de Lucas 16, deixa claro que somente se um morto ressuscitasse – voltasse à vida terrena – poderia se comunicar com os vivos: “Respondeu Abraão: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, AINDA QUE ALGUM DOS MORTOS VOLTE À VIDA”. Desse diálogo, deduz-se que os mortos nada podem fazer pelos vivos, nem os vivos, pelos mortos. É uma comunicação que não pode acontecer. E a comunicação com os espíritos, nas sessões espíritas? Primeiro, os espíritos que “cavalgam” os médiuns, enviam mensagens do além, e deixam todos boquiabertos com sinais e maravilhas, não são os santos falecidos. Não são, também, espíritos de ímpios, como vimos no diálogo acima. Eles se declararam incapazes de se dirigirem à terra para ajudarem os familiares do rico. Logo, as entidades que possuem os corpos dos médiuns, que neles montam, são anjos maus, espíritos das trevas, demônios diretamente comandados por Satanás. Segundo, depois da morte física os santos vão para o Paraíso. Antes de Jesus, esse lugar celestial era chamado de Seio de Abraão. Ao ladrão na cruz, Jesus disse: “Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso”. O diálogo entre o rico e Abraão serve também para nos esclarecer que, depois da morte, o nosso destino é irreversível, isto é, não muda. O rico foi para um lugar de tormentos e o pobre Lázaro, para um lugar de paz. E, por toda a eternidade, essa situação não muda. Relembrando o que disse no começo deste item: os mortos, sejam santos ou não, não se envolvem nos assuntos pertinentes aos vivos, e nada podem fazer para minorar o sofrimento dos que ainda se encontram neste planeta.

SEXTA RAZÃO

Acreditar que os santos após a morte têm poderes especiais para resolverem nossos problemas é imaginar que eles se tornam iguais a Deus. Lúcifer quis ser igual a Deus e transformou-se em Satanás, o maior inimigo de Deus e do homem. “Tu eras querubim ungido para proteger... no monte de Deus estavas... perfeito eras nos teus caminhos...até que se achou iniqüidade em ti” (Ez 28.13.19). "Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filha da alva. Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações. E tu dizias no teu coração: “eu subirei ao céu, e, acima das estrelas de Deus, exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei. SUBIREI ACIMA DAS MAIS ALTAS NUVENS E SEREI SEMELHANTE AO ALTÍSSIMO”. (Is 14. 12-14). Adão e Eva acreditaram na mentira do Diabo de que se comessem do fruto proibido “seus olhos se abririam e seriam iguais a Deus.” Vejamos o diálogo:

Deus “De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás”.

Diabo “Certamente não morrereis. Porque Deus sabe que, no dia em que dele comerdes, se abrirão os vossos olhos, E SEREIS COMO DEUS, SABENDO O BEM E O MAL” (Gn 2.16-17; 3.4-5) .

Os santos que estão no Paraíso sabem muito bem das conseqüências desastrosas que adviriam sobre eles se tentassem ser iguais a Deus. Quando elegemos em nossos corações homens ou mulheres para adorá-los e a eles apresentarmos nossas petições, estamos admitindo que podemos viver sem Deus; que após a nossa morte, nós, os santos, temos poderes sobrenaturais para socorrermos os parceiros pecadores que ficaram na Terra. Em outras palavras, teríamos condições de ajudar-nos mutuamente na base de “uma mão lava a outra”, independentes do Altíssimo.

O Diabo continua falando aos ouvidos de muitos. Há uma variedade de caminhos indicados pelo diabo através dos quais o homem tenta resolver seus problemas sem a intervenção divina, sem precisar recorrer a Deus, ouvir a Sua Palavra ou confiar somente nEle. Está aí o famigerado movimento Nova Era invadindo todas as áreas do conhecimento e das atividades do homem, dizendo: homem, você é um deus. Você pode todas as coisas. O poder está dentro de você, basta buscar a iluminação. Depois da morte você sozinho alcançará a perfeição me­diante sucessivas reencarnações. Mentalize suas energias, consulte os astros, os búzios, as cartas de tarô, a numerologia. a astrologia, a ciência esotérica; faça seu mapa astral cármico; consulte o horóscopo, os canalizadores, os médiuns; beba água de cristais... e assim por diante. Quem usa apetrechos ou espíritos para receber bênçãos está se rebelando contra Deus, de há muito perdeu a confiança no Senhor; não sabem adorar a Deus em espírito e em verdade; não sabem o que é sentir a presença de Deus na sua vida. Para irmos a Deus e assegurarmos nossa salvação só precisamos seguir um caminho: JESUS. Não existe outra ponte. Jesus é a ponte entre o homem pecador, perdido, miserável, e o Deus perdoador, misericordioso e justo. Enquanto os homens estiverem buscando outros deuses, estarão do outro lado da ponte. É preciso esquecer, com urgência, as velas de sete dias, os santinhos, as imagens, os terços, a astrologia, os baralhos, os tarôs, as consultas esotéricas. Esquecer tudo, deletar da mente, do coração, e confiar somente em Deus. Vejamos o que a Bíblia:

“Os que confiam no Senhor são como o monte de Sião, que não se abala, mas permanece para sempre” (Salmos 125.1).
“Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento” (Provérbios 3.5).

SÉTIMA RAZÃO

Os santos bíblicos foram pecadores iguais a nós. Ser santo não nos livra da natureza pecaminosa. É óbvio que quando o corpo desce ao pó, e subimos em espírito para Deus, ficamos livres da maldição do pecado. Enquanto vivemos permanece em nós a inclinação para o pecado, mas em Cristo Jesus o homem de Deus encontra forças para resistir aos desejos carnais e manter domínio sobre as forças do mal.

Temos o exemplo do rei Davi, ungido por Deus. Cometeu o terrível pecado de adultério seguido de homicídio. Ainda que o Santo Davi não tivesse cometido tais pecados, ele era um pecador. A Palavra diz em Romanos 3.23: “TODOS PECARAM E DESTITUÍDOS ESTÃO DA GLÓRIA DE DEUS”. Todos. Não há exceção. O Santo Davi pecou; pecou o Santo Noé, o Santo Abraão, o Santo Moisés; pecou o Santo Jacó (este cometeu vários pecados); pecou o apóstolo Paulo, pecou o apóstolo Pedro (negou a Jesus por três vezes); pecou São José. Enfim, todos pecaram porque assim diz a Palavra. Somente Jesus não herdou o pecado de Adão porque Ele foi gerado pelo Espírito Santo. Não foi gerado da semente de Adão. “Semente gera semente da mesma espécie”. Logo, todos os descendentes de Adão e Eva herdaram o pecado original, a natureza de pecado. Para vencer essa natureza má, esse mal dentro de si, os homens precisam viver não em função da carne, mas em função do espírito. O espírito, guiado pelo Espírito, deve exercer pleno domínio sobre os desejos carnais. Estaremos sempre lutando contra o mal que está em nós. O apóstolo Paulo assim se expressou:

“Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob pecado. Porque o que faço, não o aprovo, pois o que quero, isso não faço. E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. De maneira que, agora, já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim. Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e, com efeito, o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem, porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse faço. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim. Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (Romanos 7.14-24).

Ora, o Santo Paulo declarou que o pecado habitava nele. Tal afirmação é coerente com Romanos 3.23, onde se lê que “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”, logo precisam de Jesus, o único que pode libertar o homem da lei do pecado e da morte.

Então não há razão para o culto aos santos, ou seja, colocá-los numa posição privilegiada em nossos corações. Eles foram pessoas sujeitas a pecados. Foram homens e mulheres pecadores. Na mesma situação estão os santos de hoje, ainda vivos. No porvir, num tempo qualquer por nós desconhecido, estaremos no Paraíso, no mesmo lugar onde se encontram os santos Lázaro, Abraão, Noé, Paulo, João, Maria, Pedro e milhões de outros homens e mulheres que se afastaram do pecado, do mundo pecaminoso, e se converteram ao Senhor. Como disse no início desta sétima razão, adorar os santos e a eles nos dirigir com preces, lágrimas e louvores, é a mesma coisa que adorarmos a nós mesmos. É o homem buscando a sua própria espécie, o seu semelhante. Buscando a criatura em lugar do Criador. Tais práticas não agradam a Deus. Agradam ao Diabo. Afastar os homens da adoração ao Criador é um dos seus objetivos. Para o Diabo, quanto mais culto aos santos, quanto mais espiritismo, melhor. Enquanto os homens buscam outros caminhos, outros deuses, o Deus verdadeiro fica esquecido, colocado em segundo plano.

OITAVA RAZÃO
O culto aos santos está intimamente associado à veneração de suas respectivas imagens, pintadas ou esculpidas. O Segundo Mandamento é claro, preciso e objetivo na condenação de tal prática:

“NÃO FARÁS PARA TI IMAGEM DE ESCULTURA, NEM SEMELHANÇA ALGUMA DO QUE HÁ EM CIMA NOS CÉUS, NEM EM BAIXO DA TERRA, NEM NAS ÁGUAS DEBAIXO DA TERRA. NÃO TE ENCURVARÁS A ELAS NEM AS SERVIRÁS...” (Êx 20.4.5). Analisemos.

“Não farás para ti” Não usá-las com o objetivo de veneração, adoração ou reverência. Não fazer, não usar, não guardar em casa num lugar de destaque, etc. Naquele tempo não havia fábricas de imagens, onde seriam montadas, esculpidas ou pintadas. Os idólatras faziam suas próprias imagens. Daí porque a expressão “não farás para ti”. Ademais, quem adquire um ídolo nunca sabe quem o fabricou e quais os materiais usados na sua fabricação. Hoje em dia são inúmeras as indústrias dedicadas a esse negócio lucrativo. Uma imagem pode muito bem ter sido feita por mãos assassinas, por ateus, espíritas, possessos de demônios. E essa imagem contaminada é colocada em lugar de destaque nas casas e nos templos.

“Nem semelhança alguma do que há nos céus” - Nos céus, estão os santos, os anjos, Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. Deus está dizendo, então, que não devemos fazer imagens nem dEle, nem de Jesus, nem dos anjos, nem dos santos. Semelhança alguma, isto é, ainda que seja imitação. Aliás, as imagens dos santos bíblicos são todas elas imitações grosseiras. Não há fotografias ou pinturas de Jesus, de São Paulo, São João, São Benedito, São Bartolomeu, Santa Maria ou de Nossa Senhora do Ó. Máquina fotográfica é invento recente. A primeira foi fabricada em 1839, há menos de 200 anos. Logo, as imagens dos santos bíblicos são uma mentira. E mentira é coisa do diabo, segundo a Bíblia. Deus é santíssimo e não convive no meio de mentira.

"Nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra” - A proibição é para não fazer imagens de animais, dos astros ( sol, estrelas outras), de sereias, de qualquer coisa criada por Deus. A proibição se estende a qualquer coisa, criatura, entidade, espírito, etc.

“Não te encurvarás a elas nem as servirás”

A proibição aqui atinge o ponto máximo de clareza. Primeiro, Deus diz que não se deve comprar ou fabricar esse tipo de imagem. Segundo, Ele proíbe qualquer espécie de atitude de reverência ou respeito diante das imagens. Isto quer dizer que não devemos nos ajoelhar ou nos encurvar diante delas; tocá-las numa demonstração de devoção e respeito; beijá-las, coroá-las, levá-las em procissão, demonstrando desejo de maior comunhão com os santos que essas imagens representam. Não devemos servi-las com lágrimas, com flores, com festas, com cânticos, com vigílias, com orações, com sacrifícios e promessas, e com tantos outros meios usados para expressar amor, fé e veneração. Os rituais de culto aos santos e às suas imagens, tais como coroação e procissão, são defendidos pelos seus praticantes sob o argumento de que são uma demonstração de fé. Eu pergunto: demonstração de fé em quem? No santo? Na imagem? Em Deus? O culto aos santos e às suas respectivas imagens são na verdade uma demonstração de falta de fé no Senhor. Assim, Deus condena a imagem de pedra do Cristo Redentor no Rio de Janeiro; a imagem de pedra do Padre Cícero, na cidade de Juazeiro do Norte, no Ceará; a da cidade de Aparecida, e milhares de imagens espalhadas por templos, grutas e casas residenciais.

Dizer que não existe idolatria aos santos, nem às suas imagens; que se trata apenas de veneração; que as imagens são guardadas e lembradas como guardamos o nos lembramos das fotografias de nossos familiares falecidos, afirmar isto é uma agressão à inteligência e capacidade de observação do homem. O que se vê, de fato, são pessoas chorando, de mãos levantadas diante de seus deuses, em atitude de súplica, de louvor e adoração. O que vemos são homens, mulheres e crianças percorrendo ruas e ruas, tendo à frente a imagem de um santo; são religiosos mantendo suas imagens iluminadas com velas em lugar especial em suas casas; devotos ferindo seus pés em longas caminhadas para pagar uma promessa; imagens especiais transportadas de avião para muitas cidades para serem adoradas; imagens colocadas em muitas cidades em lugar de honra, ora em praças públicas, ora no topo de algum monte. Ora, ninguém anda por aí endeusando ou adorando fotografias de entes queridos que já morreram. Vejamos diversas passagens da Bíblia condenando o uso de imagens: - “As imagens de escultura de seus deuses queimarás a fogo” (Dt 7.25).
- “Eu sou o Senhor. Este é o meu nome. A minha glória a outrem não a darei, nem a minha honra às imagens de escultura” (Is 42. 8).
- “Não as adorarás, nem se encurvarás diante delas” (Lv 26.1)
- “Não façam imagem alguma na forma de ídolo, semelhança de homem ou mulher” (Dt 4.15.19).
“Não terás outros deuses diante de mim” (Êx 20.3). -“Maldito o homem que fizer imagem de escultura ou de fundição, abominável ao Senhor” (Dt 27.15).
- “E terás por contaminados a prata e o ouro que recobre as imagens de escultura. Lançá-las-ás fora como coisa imunda” (Is 30.22) .
- “Com quem compareis a Deus? Faz-se a imagem e o sacerdote idólatra providencia a escultura” (Is 40.18).
- “Suas imagens são vento e vácuo” (Is 41.29).
- “Suas imagens são mentira. Nelas não há fôlego” (Jr 10.14).
- “Os que se apegam aos ídolos vãos afastam de si a sua própria misericórdia” ( Jn 2.8) .
- Mudaram a glória de Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis” (Rm 1.23).
- “Arrancarei do meio de ti as tuas imagens de escultura e as tuas colunas, e tu não te inclinarás mais diante da obra das tuas mãos” (Mq 5.13).
- “Ali servireis a deuses feitos por mãos humanas de madeira e de pedra, que não vêem nem ouvem, nem comem nem cheiram” (Dt 4.28).
- “Nada sabem os que conduzem em procissão suas imagens de escultura” (Is 45.20) .
- “Mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram a criatura em lugar do Criador, que é bendito eternamente” (Rm 1.25)
- “Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos do homem; têm boca, mas não falam, têm olhos, mas não vêem; têm ouvidos, mas não ouvem; têm nariz, mas não cheiram; têm mãos, mas não apalpam; têm pés, mas não andam; nem som algum sai da sua garganta. Tornem-se semelhantes a eles os que os fazem, e todos os que neles confiam ( Salmos 115.4-8).

Estão aí, portanto, as razões e as provas irrefutáveis, com base na palavra de Deus, a respeito da condenação divina para os que praticam tais coisas. A Palavra diz que as imagens são uma mentira, e que devemos adorar a Deus em espírito e em verdade, sem uso de artifícios, de fitinhas, broches, amuletos, figas, cordões, ou de coisas parecidas.

NONA RAZÃO

A definição clássica para a palavra SANTO é “separado”, isto é, consagrado ao serviço do Senhor, e tanto pode ser aplicada a homens, como a coisas e lugares. São santas as pessoas dedicadas ao Reino de Deus, são santificados os objetos, lugares, utensílios e tudo que estiver associado com o Santíssimo Deus. São exemplos:

- “Não te chegues para cá. Tira as sandálias dos pés, pois o lugar em que estás é terra santa” ( Deus falando a Moisés, cf. Êxodo 3.5).

- “Disto farás o óleo sagrado para a unção...” (Êx 30.25).

- “Santificai um jejum...” (Jl 1.14).

- “Escolhi e consagrei esta casa para que o meu nome esteja nela perpetuamente. Nela estarão fixos os meus olhos e o meu coração todos os dias” (Deus consagrando/santificando o templo . 2 Cr 7.16).

Deus recomenda santidade aos seus filhos: “Eu sou o Senhor vosso Deus; consagrai-vos, e sede santos, porque eu sou santo” (Lv 11.44). “Temei ao Senhor, vós, os seus santos, pois não têm falta alguma aquele que o temem” (Sl 34.9). “A todos os que estais em Roma, amados de Deus, chamados para ser santos” (Paulo, em carta aos roma­nos - Rm 1.7). “Mas como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em todo o vosso procedimento” ( 1 Pe 1.15 ).

Muitos imaginam que não podem ser santos, ou que a época dos santos já passou. Muitos, por exemplo, acreditam que somente adquire a qualidade de santo o cristão assim reconhecido por uma autoridade religiosa, passando a ter, portanto, o direito de ser reverenciado como tal e de ter uma imagem espalhada por todo o mundo. E os milhões de santos que já faleceram pelo mundo todo, sem o reconhecimento oficial de qualquer autoridade? Por mais que desejem acertar, os homens estarão sempre sujeitos a erros. Por isso, o melhor é deixar o julgamento com Deus: “Sempre seja Deus verdadeiro, e todo homem mentiroso” (Rm 3.4).



DÉCIMA RAZÃO

Finalmente, dizemos que a Palavra de Deus, de Gênesis a Apocalipse, ensina que devemos adorar exclusivamente a Deus e que somente ele devemos dirigir nossas súplicas; que somente nEle devemos confiar. Vejamos:

Þ “O SENHOR É O MEU PASTOR, NADA ME FALTARÁ” (Sl 23.1)

Þ “BENDITO O HOMEM QUE CONFIA NO SENHOR, E CUJA ESPERANÇA É O SENHOR” (Jr 17.7).

Þ “AO SENHOR TEU DEUS ADORARÁS E SÓ A ELE SERVIRÁS” (Mt 4.10).

Þ “NÃO TERÁS OUTROS DEUSES DIANTE DE MIM” (Êx 20.3).

Þ “AMARÁS O SENHOR TEU DEUS E TODO O TEU CORAÇÃO DE TODA A TUA ALMA E DE TODO O TEU ENTENDIMENTO” (Mt 22.37).

Þ “ADORAI AO SENHOR NA BELEZA DA SUA SANTIDADE. TREMEI DIANTE DELE TODOS OS MORADORES DA TERRA” (Sl 96.9).

Þ “DEUS É ESPÍRITO, E IMPORTA QUE OS QUE O ADORAM O ADOREM EM ESPÍRITO E EM VERDADE” (Jo 4.24).

Þ “TEMEI A DEUS, E DAI-LHE GLÓRIA, PORQUE É CHEGADA A HORA DO SEU JUÍZO. E ADORAI AQUELE QUE FEZ O CÉU, A TERRA, O MAR E AS FONTES DAS ÁGUAS” (Ap 14.7).

PENSE, REFLITA, ANALISE

Não permita que os outros pensem por você. Deus capacitou o homem para pensar, analisar e escolher o verdadeiro caminho. Consulte a Bíblia Sagrada. Não coma pelas mãos dos outros.

Não seja apenas ouvinte da Palavra. Seja praticante. Que o Primeiro Mandamento de Deus fique gravado em seu coração: “Não terás outros deuses diante de mim” (Êx 20.3), e o segundo também: “Não farás para ti imagens de escultura... não te encurvarás a elas” (Êx 20.4-5). Santos devemos ser todos nós, isto é, no temor, na obediência, na fé, no amor a Deus. Como os santos bíblicos foram exemplos para nós, sejamos exemplos para os demais, para as gerações futuras. A época dos santos não passou. Não se trata de um período bíblico, igual ao dos juizes ou ao dos profetas. Sejamos santos em vida, e, em vida, revestidos de poder do alto. Na fé em nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, oremos uns pelos outros para curar os enfermos e libertar os oprimidos. Os mortos, além de não ouvirem nossos pedidos, nada podem fazer pelos vivos.

Adorar os santos; cultuar os santos; confiar nos santos; venerar os santos; cantar hinos de louvor aos santos, são demonstrações de falta de fé no Deus Todo Poderoso. Sem fé não há salvação. Sem fé é impossível agradar a Deus. Não podemos ficar “coxeando entre dois pensamentos”, adorando a Deus e aos santos.

Um coração cheio do amor de Deus e do amor a Jesus o ao próximo não tem espaço para adorar santos falecidos, adorar os mortos, e estender essa adoração ou veneração a obras de arte feitas por mãos pecadoras.

Devemos adorar somente a Deus e somente nEle confiar. JESUS CRISTO, O SANTO DOS SANTOS, convida você a entregar seu fardo a Ele. Só Ele perdoa, salva, cura e liberta, porque “em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos”. (At 4.12). A Palavra é clara, transparente como água cristalina, direta, objetiva, indiscutível, concisa, irrefutável, incontestável: “NENHUM OUTRO NOME HÁ”. Qualquer outro nome que seja invocado, no sentido de receber auxílio divino, será um ato de rebeldia ao Criador. Rebeldia somente admitida entre os ímpios, entre os ateus ou incrédulos, entre os satanistas, porque já são declaradamente rebeldes. Nunca entre cristãos, assim considerados os convertidos ao Senhor Jesus.

Jesus está chamando: “VINDE A MIM TODOS OS QUE ESTAIS CANSADOS E SOBRECARREGADOS E EU VOS ALIVIAREI” (Mt 11.28). Jesus não disse que poderíamos ir a outra pessoa, a outro espírito ou a outro santo. Ele disse “A MIM”, porque “EU SOU O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA, NINGUÉM VEM AO PAI SENÃO POR MIM” (Jo 14.6). A mensagem é clara, direta, insofismável, contundente, objetiva, precisa, inconfundível (desculpem-me pela profusão de adjetivos), própria de quem recebeu “toda a autoridade no céu e na terra” (Mt 28.18); de quem tem autoridade para perdoar pecados (Mc 2.10); de quem tem poder para libertar os homens das garras de Satanás (Lc 4.18), daquele que é Salvador e Justo Juiz (Zc 9.9). Quem está à porta do seu coração, oferecendo-lhe bênçãos e salvação, é o Senhor Jesus, porque só Ele perdoa, cura e liberta:

“Eis que estou à porta , e bato. Se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo. Ao que vencer, dar-lhe-ei assentar-se comigo no meu trono, assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono” (Apocalipse 3.20-21). Os santos bíblicos (São José, Santa Maria, Santo Noé, Santo Moisés) ou os não bíblicos, não podem fazer tal convite, tal promessa, tal declaração. Eles não têm nada a oferecer aos vivos.

Vejamos agora um resumo das dez razões supracitadas:

RAZÃO NÚMERO 1 - OS SANTOS FALECIDOS NÃO SÃO ONIPRESENTES.

Justificativa: Somente Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo, ou seja, a Divindade, possuem os atributos da onipresença (está em todos os lugares), da onisciência (sabe todas as coisas), e da onipotência (tudo pode). Logo, os santos não ouvem os pedidos.

RAZÃO NÚMERO 2 - OS SANTOS NÃO PODEM SERVIR DE INTERMEDIÁRIOS ENTRE DEUS E OS HOMENS.

Justificativa: Jesus Cristo é o ÚNICO mediador entre Deus e os homens. Mediador, Advogado e Intercessor (1 Timóteo 2.5; 1 João 2.1, e Hebreus 7.5).


RAZÃO NÚMERO 3 - OS SANTOS NÃO POSSUEM PODERES PARA CURAR ENFERMOS, EXPULSAR DEMÔNIOS, PERDOAR.

Justificativa: Jesus Cristo outorgou poderes aos santos vivos, à Sua igreja, àqueles que crêem (Marcos 16.17-18). Quanto a perdoar pecados, somente Jesus pode fazê-lo. Nada acontece se um crente resolver usar o nome de um santo (São José, São Benedito, Santa Maria) para curar um enfermo ou expulsar um demônio. Em obediência à Palavra, é indispensável que tais atos sejam praticados em nome do Senhor Jesus. Foi assim que Ele disse: “Em meu nome expulsarão demônios e curarão os enfermos”.

RAZÃO NÚMERO 4 – ANJOS E SANTOS FALECIDOS NÃO ACEITAM ADORAÇÃO.

Justificativa: Eles conhecem os mandamentos de Deus e sabem que toda adoração deve ser dirigida ao Senhor que fez os céus e a terra. Jesus ordenou: “Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás” (Mateus 4.10; Deuteronômio 6.13; João 4.24; Salmos 96.9). O anjo do Senhor repreendeu o apóstolo João, quando este quis adorá-lo (Apocalipse 19.10). Se um anjo de Deus julgou incorreto receber adoração dos vivos, outro não deve ser o procedimento de um espírito de uma pessoa cristã. Não devemos esquecer que os mortos em Cristo aguardam a Sua vinda para ressuscitarem num corpo glorioso (1 Tessalonicenses 4.16-17). O espírito do homem é imortal. A parte espiritual do homem não morre. Cultuar os espíritos significa cultuar a nós mesmos: os homens adorando e recorrendo aos próprios homens. Homens e mulheres ainda no estágio humano, adorando homens e mulheres que se encontram na dimensão espiritual. Se esse fosse o caminho mais curto para chagarmos a Deus, a morte expiatória de Jesus não teria sentido.


RAZÃO NÚMERO 5 – OS SANTOS FALECIDOS NÃO TÊM PERMISSÃO PARA SE ENVOLVEREM COM OS VIVOS.

Justificativa: A Bíblia diz: “Acaso a favor dos vivos se consultarão os mortos?” (Isaías 8.19c). O Santo Abraão e o Santo Lázaro não foram capazes de se deslocarem do Paraíso à Terra para trazerem uma palavra de salvação aos familiares do homem rico (Lucas 16.19-31).

RAZÃO NÚMERO 6 – OS SANTOS NÃO PRETENDEM E NÃO PODEM SER IGUAIS A DEUS.

Justificativa: Após a morte os santos não desejam ser iguais a Deus. Um querubim ungido, perfeito em seus caminhos, intentou elevar-se à posição de Deus, caiu em desgraça e transformou-se em Satanás, o adversário do Senhor (Ezequiel 28.13-19; Isaías 14.12-14). O primeiro casal deixou-se levar pela conversa da serpente, levou em conta a possibilidade de igualar-se a Deus em conhecimento, desobedeceu, e levou a humanidade ao pecado (Gênesis 3.1-24).

RAZÃO NÚMERO 7 – OS SANTOS FALECIDOS FORAM PECADORES IGUAIS A NÓS.

Justificativa: A Bíblia diz: “Pois todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, e são justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus” (Romanos 3.23-24). E mais: “Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, PORQUE TODOS PECARAM” (Romanos 5.12). Não há como tergiversar. Todos pecaram. Os santos, quando em vida, pecaram. Qual a razão de buscarmos comunhão, bênçãos e outros benefícios junto a nossos semelhantes, a nossos irmãos que se encontram em outra dimensão de vida, se eles, quando na Terra, foram em tudo iguais a nós?

RAZÃO NÚMERO 8 – AS IMAGENS DOS SANTOS SÃO CONDENADAS POR DEUS, ALÉM DE SEREM UMA MENTIRA.

Justificativa: O Segundo Mandamento reprova o uso de imagens de escultura, ainda que sejam de santos, de anjos ou da Divindade (Êxodo 20.4). Tal reprovação é corroborada por muitas passagens bíblicas. As imagens não possuem espírito; não falam, não ouvem, não escutam, não cheiram, não andam. São paralíticas, petrificadas, imóveis, surdas, mudas, cegas, insensíveis, e precisam ser carregadas (Salmos 115).

RAZÃO NÚMERO 9 – DEUS DESEJA E RECOMENDA QUE TODOS SEJAMOS SANTOS.

Justificativa: Louvar, exaltar, bendizer e glorificar os santos é louvar, exaltar, bendizer e glorificar a nós mesmos. Todos os cristãos devem ser santos, isto é separados, consagrados, afastados do mundo pecador. Não pode o cristão viver em dois mundos diferentes, em dois caminhos, em dois reinos ou servir a dois senhores. Vejamos: “Vós me sereis reino sacerdotal e nação santa” (Êxodo 19.6; Deuteronômio 2.9). E em Levítico 11.44: “Eu sou o Senhor vosso Deus; consagrai-vos, e sede santos, porque eu sou santo”. Uma coisa é sermos religiosos, cumprirmos certos rituais, freqüentarmos com assiduidade um templo. Outra coisa é sermos cristãos, ligados à Videira Verdadeira pelo amor, pela fé, pela submissão, pela obediência. Ser cristão é difícil. Ser religioso é fácil. O caminho do cristão é estreito, tem espinhos, e leva a uma porta estreita. Além disso, o cristão terá que carregar a sua cruz.

RAZÃO NÚMERO 10 –A BÍBLIA RECOMENDA ADORAÇÃO EXCLUSIVAMENTE A DEUS:

Justificativa: Tentar aproximação, comunicação ou comunhão com os mortos é prática condenada por Deus. A partir do momento em que o pecador arrependido entrega sua vida ao Senhor Jesus, e aceita-O como Senhor e Salvador, passa à condição de filho de Deus. Nessa condição, seu acesso a Deus é direto. Jesus é a ponte, o caminho que leva os homens a readquirirem a comunhão com Deus, comunhão perdida no Jardim do Éden. Por isso, os cristãos não precisam de outro intermediário a não ser Jesus. Por isso, e para isso, Ele pagou preço de sangue: “Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por Ele salvos da ira. Pois se nós, quando éramos inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida” (Romanos 5.8-10). Cristo, respondendo a Satanás, foi bastante claro: “Vai-te, Satanás! Pois está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a Ele servirás” (Mateus 4.10). Só a Ele servirás: com o nosso trabalho, nosso exemplo, nossos jejuns, nossos louvores, nossa fé, nosso arrependimento, nossa submissão, nossa obediência, nossas lágrimas, nosso amor, nossa consagração, nossas orações. Uma vida dedicada ao Senhor não tem espaço para cultuar outros deuses. Não há na Bíblia um só exemplo de homens buscando o auxílio de santos falecidos, ou os adorando. Não se vê, por exemplo, o Santo Abraão recorrendo ao Santo Noé; o santo Jacó recorrendo ao santo Isaque; o santo Moisés, ao santo Abraão; o Santo Eliseu, ao Santo Elias; os santos apóstolos, buscando auxílio espiritual junto a São José ou à Santa Maria. Todos esses homens de Deus buscavam ao Senhor.

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