Introdução: O apresentador do Messias não foi escolhido por ser cheio de esplendor ou por ter doutorado em divindade, mas por graça. A ética e a coerência marcaram a vida de João. Algumas de suas benditas características merecem avaliação e imitação. A conclusão a que se chega é bem diferente do que muitos têm exigido; “E muitos iam ter com ele e diziam: Na verdade, João não fez sinal algum, mas tudo quanto João disse deste era verdade.” Jo 10. 41. Ele não fez nenhum milagre!1 – O CONSCIENTE: Disseram-lhe, pois: Quem és, para que demos resposta àqueles que nos enviaram? Que dizes de ti mesmo? Disse: Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaías. Jo 1. 22-23. A consciência da missão fortaleceu João para o exercício de apresentar o Messias ao mundo de seus dias. João se limitou ao seu ofício: ser o arauto anunciador do salvador do mundo.
2 – O HUMILDE: Então, veio Jesus da Galiléia ter com João junto do Jordão, para ser batizado por ele. Mas João opunha-se-lhe, dizendo: Eu careço de ser batizado por ti, e vens tu a mim? Mt 3. 13-14. Este é aquele que vem após mim, que foi antes de mim, do qual eu não sou digno de desatar as correias das sandálias. Jo 1. 27. João não buscava o destaque, mas fazer a vontade de Deus. Que exemplo mais digno de ser copiado! Ele foi autêntico.
3 – O SATISFEITO: Aquele que tem a esposa é o esposo; mas o amigo do esposo, que lhe assiste e o ouve, alegra-se muito com a voz do esposo. Assim, pois, já essa minha alegria está cumprida. Jo 3. 29. A alegria de João era poder ter comunhão com Cristo; era ser parte dos escolhidos de Deus. A melancolia nunca alcançou João Batista; ele sabia com quem iria reinar.
4 – O CARISMÁTICO: Então, ia ter com ele Jerusalém, e toda a Judéia, e toda a província adjacente ao Jordão. Mt 3. 5. Famosos oradores do mundo inteiro ficam admirados com as multidões que saíam de suas casas para ir ouvir o profeta às margens do rio Jordão. Explica-se tal fato pela unção do Espírito Santo sobre ele.
5 – O CONSELHEIRO: E a multidão o interrogava, dizendo: Que faremos, pois? E, respondendo ele, disse-lhes: Quem tiver duas túnicas, que reparta com o que não tem, e quem tiver alimentos, que faça da mesma maneira. E chegaram também uns publicanos, para serem batizados, e disseram-lhe: Mestre, que devemos fazer? E ele lhes disse: Não peçais mais do que aquilo que vos está ordenado. E uns soldados o interrogaram também, dizendo: E nós, que faremos? E ele lhes disse: A ninguém trateis mal, nem defraudeis e contentai-vos com o vosso soldo. Lc 3. 10-14. O ensino da solidariedade é perfeito nas lições de João; bem como ser servo grato e fiel ao senhorio.
6 – O CONTUNDENTE: Dizia, pois, João à multidão que saía para ser batizada por ele: Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira que está para vir? Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento e não comeceis a dizer em vós mesmos: Temos Abraão por pai, porque eu vos digo que até destas pedras pode Deus suscitar filhos a Abraão. E também já está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não dá bom fruto é cortada e lançada no fogo. Lc 3. 7-9. João não admitia uma compreensão rasa de sua mensagem; ele não estava distribuindo alegria passageira ou prosperidade fantasiosa, mas anunciando o arrependimento dos pecados para se receber a Cristo.
7 – O CORAJOSO: Herodes tinha prendido João e tinha-o manietado e encerrado no cárcere por causa de Herodias, mulher de seu irmão Filipe; porque João lhe dissera: Não te é lícito possuí-la. Mt 14. 3-4. Pregadores têm dito que João foi tomado de ousadia santa para repreender Herodes sobre seu pecado de impureza conjugal. O adultério é a destruição da vida conjugal e até de famílias.
8 – O DESPRETENSIOSO: É necessário que ele cresça e que eu diminua. Jo 3. 30. E este João tinha a sua veste de pêlos de camelo e um cinto de couro em torno de seus lombos e alimentava-se de gafanhotos e de mel silvestre. Mt 3. 4. Ele não usou sua influência para acumular bens para si; não se vendeu ou recebeu “ofertas generosas”. Que diferença de homens que se dizem consagrados hoje! Cristãos com ares de celebridade necessitam urgente da oração dos justos.
9 – O FIEL: E, partindo eles, começou Jesus a dizer às turbas a respeito de João: Que fostes ver no deserto? Uma cana agitada pelo vento? Sim, que fostes ver? Um homem ricamente vestido? Os que se trajam ricamente estão nas casas dos reis. Mas, então, que fostes ver? Um profeta? Sim, vos digo eu, e muito mais do que profeta; porque é este de quem está escrito: Eis que diante da tua face envio o meu anjo, que preparará diante de ti o teu caminho. Em verdade vos digo que, entre os que de mulher têm nascido, não apareceu alguém maior do que João Batista; mas aquele que é o menor no Reino dos céus é maior do que ele. Mt 11. 7-11. Jesus saiu em defesa de João, fazendo sobre ele as referências mais elogiosas. João não estava criando uma representação forte para si, mas seguidores para Cristo Jesus.
10 – O CONVICTO: E João, ouvindo no cárcere falar dos feitos de Cristo, enviou dois dos seus discípulos a dizer-lhe: És tu aquele que havia de vir ou esperamos outro? E Jesus, respondendo, disse-lhe: Ide e anunciai a João as coisas que ouvis e vedes: Os cegos vêem, e os coxos andam; os leprosos são limpos, e os surdos ouvem; os mortos são ressuscitados, e aos pobres é anunciado o evangelho. E bem-aventurado é aquele que se não escandalizar em mim. Mt 11. 2-6. Atribuir a dúvida a João é desfazer tudo o que ele proclamara com tanta ênfase e autoridade; é lançar sombras sobre seu ministério. A dúvida rondou, sim, os discípulos de João Batista sobre o Messias, não o precursor. João os enviou ao próprio Cristo para ouvir dos lábios do Senhor a verdade sobre o redentor. Jesus lhes respondeu com sinais messiânicos.
Conclusão: João Batista deixou suas marcas. Ele enfocou Cristo como Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo; a vida dele pregou mais forte e mais convincente, ao ser comprovada sua idoneidade e austeridade de profeta de Deus. O fiel apresentador de Cristo tudo fará para que tão somente Cristo apareça; Ele é quem salva, quem liberta as almas da condenação eterna.
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