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sexta-feira, 23 de setembro de 2016

O EVANGELHO EM ORDEM CRONOLÓGICA - MARIA MADALENA LAVA OS PÉS DE JESUS

Jesus talvez ainda esteja em Naim, onde há pouco ressuscitou o filho duma viúva, ou em visita a uma cidade vizinha. Certo fariseu chamado Simão deseja ver mais de perto aquele que realiza obras tão notáveis. De modo que convida Jesus a tomar uma refeição com ele.

Encarando a ocasião como oportunidade para ministrar aos presentes, Jesus aceita o convite, como tem aceitado convites para comer com cobradores de impostos e com pecadores. Entretanto, ao entrar na casa de Simão, Jesus não recebe a costumeira atenção cordial dispensada aos convidados.

Pés calçados de sandálias ficam quentes e sujos em estradas poeirentas, e é um costumeiro gesto de hospitalidade lavar os pés dos convidados com água fresca. Mas os de Jesus não são lavados ao chegar. Tampouco recebe ele o beijo de acolhida, segundo as boas maneiras comuns. E não se lhe oferece o costumeiro óleo de hospitalidade para os cabelos.

No decorrer da refeição, enquanto os convidados se recostam à mesa, uma mulher não convidada entra quietamente na sala. Ela é conhecida na cidade pela vida imoral que leva. É provável que tenha ouvido os ensinos de Jesus, inclusive o convite de que ‘todos os sobrecarregados viessem a ele, para ser reanimados’. E estando profundamente comovida com o que viu e ouviu, procura então Jesus.

O EVANGELHO EM ORDEM CRONOLÓGICA - OS ORGULHOSOS E OS HUMILDES

Depois de mencionar as virtudes de João, o Batizador, Jesus volta sua atenção para os orgulhosos, os volúveis, em volta dele. “Esta geração”, declara ele, “é semelhante às criancinhas sentadas nas feiras, que gritam para seus companheiros de folguedos, dizendo: ‘Nós tocamos flauta para vós, mas não dançastes; lamuriamos, mas não vos batestes em lamento.’”

Que quer Jesus dizer com isso? Ele explica: “João não veio nem comendo nem bebendo, contudo dizem: ‘Ele tem demônio’; o Filho do homem veio comendo e bebendo, todavia dizem: ‘Eis um homem comilão e dado a beber vinho, amigo de cobradores de impostos e de pecadores.’”

É impossível satisfazer as pessoas. Nada lhes agrada. João leva uma vida austera de abnegação como nazireu, em harmonia com a declaração do anjo, de que “não deve beber nenhum vinho nem bebida forte”. E ainda assim as pessoas dizem que ele está endemoninhado. Por outro lado, Jesus vive como qualquer outro homem, não praticando nenhuma austeridade, e é acusado de excessos.

Quão difícil é agradar às pessoas! São iguais àqueles companheiros de folguedos, alguns dos quais se negam a dançar quando outras crianças tocam flauta, ou a ficar pesarosos quando seus coleguinhas choram. Não obstante, Jesus diz: “A sabedoria é provada justa pelas suas obras.” Sim, a evidência — as obras — torna claro que as acusações tanto contra João como contra Jesus são falsas.

O EVANGELHO EM ORDEM CRONOLÓGICA - TINHA JOÃO FALTA DE FÉ?



João, o Batizador, que está na prisão já por um ano, recebe a notícia da ressurreição do filho da viúva de Naim. Mas quer saber do próprio Jesus o significado disso, de modo que envia dois de seus discípulos para perguntar: “És tu Aquele Que Vem, ou devemos esperar alguém diferente?”

Esta pode parecer uma pergunta estranha, especialmente porque João viu o Espírito de Deus descer sobre Jesus e ouviu a voz de aprovação de Deus, ao batizar Jesus quase dois anos antes. A pergunta de João talvez faça alguns concluírem que a fé dele está enfraquecendo. Mas este não é o caso. Jesus não elogiaria tanto a João, e foi o que ele fez nesta ocasião, se João tivesse começado a duvidar. Então, por que faz João tal pergunta?

É possível que João simplesmente queira uma confirmação de Jesus, quanto a ser Ele o Messias. Isto seria muito fortalecedor para João, que está definhando na cadeia. Mas, pelo visto, há algo mais envolvido na pergunta de João. Ele evidentemente deseja saber se há de vir outro, como que um sucessor, que levará a cabo o cumprimento de todas as coisas que se predisse que o Messias realizaria.

O EVANGELHO EM ORDEM CRONOLÓGICA - JESUS DISSIPA O PESAR DUMA VIÚVA

Pouco depois de curar o servo do oficial do exército, Jesus parte para Naim, cidade situada a mais de 30 quilômetros ao sudoeste de Cafarnaum. Seus discípulos e uma grande multidão o acompanham. É provável que já seja quase noitinha quando chegam aos arrabaldes de Naim. Encontram aqui um cortejo fúnebre. O cadáver dum jovem está sendo levado para fora da cidade, para o sepultamento.

A situação da mãe do jovem é especialmente trágica, visto que ela é viúva e este era seu único filho. Ao falecer seu marido, ela podia consolar-se por ter um filho. Suas esperanças, seus desejos e suas ambições passaram a girar em torno do futuro dele. Mas agora não há ninguém com quem consolar-se. Seu pesar é grande, e as pessoas da cidade a acompanham para o lugar do sepultamento.

Quando Jesus avista a mulher, seu coração condói-se com sua extrema tristeza. Assim, ternamente, mas com firmeza que incute confiança, ele lhe diz: “Pára de chorar.” Seus modos e sua ação prendem a atenção da multidão. Portanto, quando ele se aproxima e toca no esquife em que o corpo está sendo transportado, os carregadores param. Todos devem estar-se perguntado o que ele irá fazer.

É verdade que aqueles que acompanham Jesus o viram curar milagrosamente as doenças de muitas pessoas. Mas, pelo que parece, jamais o viram ressuscitar alguém dentre os mortos. Será ele capaz de fazer tal coisa? Dirigindo-se ao cadáver, Jesus ordena: “Jovem, eu te digo: Levanta-te!” E o homem se senta! Ele começa a falar, e Jesus o entrega à mãe.

Quando as pessoas vêem que o jovem está mesmo vivo, começam a dizer: “Um grande profeta tem sido levantado em nosso meio.” Outros dizem: “Deus voltou a sua atenção para seu povo.” A notícia a respeito desta ação espantosa espalha-se rapidamente em toda a Judéia e em toda a região circunvizinha.

João, o Batizador, ainda está na prisão e deseja saber mais coisas acerca das obras que Jesus é capaz de realizar. Os discípulos de João relatam-lhe esses milagres. Qual é a reação de João? Lucas 7:11-18.

Autoria: Eduardo Galvão - Evangelho em Ordem Cronológica.

O EVANGELHO EM ORDEM CRONOLÓGICA - A GRANDE FÉ DUM OFICIAL DE EXÉRCITO

Ao proferir seu Sermão do Montanha, Jesus encontra-se aproximadamente na metade do seu ministério público. Isto significa que lhe resta apenas cerca de um ano e nove meses para concluir sua obra na terra.

Jesus entra agora na cidade de Cafarnaum, uma espécie de base para as suas atividades. Aqui, alguns anciãos dos judeus dirigem-se a ele com um pedido. Foram enviados por um oficial gentio do exército romano, um homem que não era da mesma raça dos judeus.

O servo amado do oficial do exército está à beira da morte, por causa duma grave doença, e ele quer que Jesus cure seu servo. Os judeus rogam insistentemente a favor do oficial: “Ele é digno de lhe concederes isso”, dizem, “porque ama a nossa nação e ele mesmo construiu para nós a sinagoga”.

Jesus, sem hesitação, os acompanha. No entanto, chegando perto, o oficial do exército manda amigos para dizer-lhe: “Senhor, não te incomodes, pois não sou apto para que entres debaixo do meu teto. Por esta razão não me considerei digno de ir a ti.”

Que expressão humilde dum oficial acostumado a comandar outros! Mas ele provavelmente pensa também em Jesus, dando-se conta de que o costume proíbe aos judeus ter contato social com os não-judeus. Até mesmo Pedro disse: “Vós bem sabeis quão ilícito é para um judeu juntar-se ou chegar-se a um homem de outra raça.”

Talvez por não querer que Jesus sofra as conseqüências da violação desse costume, o oficial faz com que seus amigos solicitem: “Dize a palavra, e seja sarado meu servo. Pois eu também sou homem sujeito à autoridade, tendo soldados sob as minhas ordens, e digo a este: ‘Vai!’ e ele vai, e a outro: ‘Vem!’ e ele vem, e ao meu escravo: ‘Faze isto!’ e ele o faz.”

Bem, Jesus fica maravilhado ao ouvir isto. “Em verdade vos digo”, declara ele, “em ninguém em Israel tenho encontrado tamanha fé”. Depois de curar o servo do oficial, Jesus aproveita a ocasião para falar sobre como não-judeus de fé serão favorecidos com bênçãos rejeitadas por judeus sem fé.

“Muitos”, diz Jesus, “virão das regiões orientais e das regiões ocidentais e se recostarão à mesa junto com Abraão, Isaque e Jacó, no reino dos céus; ao passo que os filhos do reino serão lançados na escuridão lá fora. Ali é que haverá o seu choro e o ranger de seus dentes.”

“Os filhos do reino . . . lançados na escuridão lá fora” são os judeus naturais que não aceitam a oportunidade primeiro oferecida a eles, de serem governantes junto com Cristo. Abraão, Isaque e Jacó representam o arranjo do Reino de Deus. De modo que Jesus fala sobre como gentios serão acolhidos, para, por assim dizer, se recostarem à mesa celestial “no reino dos céus”. Lucas 7:1-10; Mateus 8:5-13; Atos 10:28.

Autoria: Eduardo Galvão - Evangelho em Ordem Cronológica.

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